“ Há momentos em que desejo fazer o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação que, se o fizesse, também apagaria a alegria. Assim, revivo as memórias da forma como vêm, aceitando todas elas, deixando que me guiem sempre que possível. Isso acontece com mais frequência do que as pessoas percebem..." (Do livro "Um amor pra recordar")
Não, eu não li, mas pretendo. Vi o filme é claro. Mas há alguns dias tenho me lembrado como gosto de romances assim, e que também gosto de ler, assim como amo escrever. Viajo imaginando cada cena em cada página, e mergulho também nos filmes como se estivesse na história, sentindo-me feliz quando tocam as músicas mais animadas, e triste com um fundo instrumental. Sentindo angústia, medo, ansiedade, satisfação, dentre outras das mais profundas sensações.
Histórias como estas me dão uma vontade tremenda de escrever, queria escrever a minha. Tenho certeza que todo mundo (e digo todo mundo mesmo!) acha a sua história demais, mesmo que ela não tenha graça nenhuma para os outros, mesmo que não passe de algo como “nos conhecemos em uma festa e nos casamos 3 anos depois” (não, não é a minha). Mas sempre passa disso... São os detalhes que fazem a diferença. Para quem vive, é tudo grande demais, bonito demais. A diferença é que algumas pessoas sabem expressar em entrelinhas, outras apenas vivem e lembram e, às vezes nem percebem o quão linda foi sua história, ou percebem, mas acham que ninguém se interessaria.
Não sei se seria tão boa em inventar romances, acho que sou melhor em relatar o que sinto, coisas mais reais. Claro que em minha cabeça geralmente dou uma pitada de fantasia na realidade, ela por si só também não teria tanta graça. Penso em deixar as coisa mais bonitas pra quem lê e, volto a dizer, mesmo que a história seja mesmo muito simples. Sempre há um jeito de deixá-la interessante.
Penso que, se todos contassem suas histórias, as pessoas buscariam bem mais por finais felizes. Mas... Ao mesmo tempo, sei que algumas histórias precisam se manter em segredo, para que sejam únicas, guardadas e relembradas somente por quem as viveu, pertencendo àqueles personagens e só à eles para não tirar o brilho de outros tantos romances, para deixar que os outros se perguntem se há alguma história mais bela que a última lida, que o último livro, que o último filme...
Por fim, quero dizer que escolhi este trecho da sinopse do livro “Um amor pra recordar” para iniciar este texto porque me identifiquei muito com ele. Por várias vezes pensamos como seria bom poder apagar todo grande sofrimento por que já passamos, mas é fato, se há perda é porque já houve ganho, se há tristeza já houve alegria e, não se pode apagar tais pedaços ruins de qualquer história sem apagar também os bom momentos. Tenho certeza que, se eu pudesse escolher, não eliminaria qualquer sofrimento em qualquer ocasião, esse é o preço de viver momentos felizes. E você?
quinta-feira, 28 de julho de 2011
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